Sesau reúne municípios para discutir melhorias no atendimento de gestantes e bebês
Ação vai fortalecer a Atenção Básica nos municípios, promovendo debates e ações para os partos realizados no Interior, reduzindo a demanda na Capital

Nesta segunda-feira (20) os secretários e coordenadores de Saúde nos municípios do centro e norte do Estado (Alto Alegre, Amajari, Boa Vista, Bonfim, Cantá, Mucajaí, Normandia, Pacaraima e Uiramutã) participaram da primeira oficina regional da Rede Cegonha. O encontro segue até esta terça-feira (21) na Capital, a partir das 8h, na UFRR (Universidade Federal de Roraima), onde serão discutidas as ações para assegurar o atendimento de qualidade para a mulher, desde a confirmação da gestação até os dois primeiros anos de vida do bebê.

A segunda etapa ocorre nos dias 23 e 24 no município de Rorainópolis recebendo também os profissionais de Caracaraí, Caroebe, Iracema, São Luíz e São João da Baliza.

De acordo com o gerente do Núcleo de Ações Programáticas de Saúde da Criança da Sesau, Hudson Machado, as oficinas fazem parte do Plano de Ação da Rede Cegonha e contam com a participação da apoiadora Benta Lopes, considerada uma das principais especialistas do País em atenção às gestantes e humanização de parto. “É um momento de fortalecer a Atenção Básica dos municípios, promovendo planos, debates e ações para os partos de baixo risco realizados no interior. Isso ajuda a reduzir a superlotação da maternidade na Capital e a diminuir mortalidade materna, infantil e fetal”, explicou Machado.

Um dos participantes do encontro, o secretário de Saúde do município de Alto Alegre, Raimundo Melo, ressaltou a importância do programa Rede Cegonha e os maiores desafios na região. “O plano de ação é muito importante para a Capital e os demais municípios, pois visa fortalecer o atendimento adequado para as mães e os bebês. Em Alto Alegre, os profissionais da Unidade de Atenção Básica têm qualificação e conhecimento do programa, mas ainda temos desafios a superar”, explicou.

Ao longo das reuniões, será avaliada a situação do atendimento prestado às mães e bebês em cada município para identificar o que pode ser potencializado ou melhorado. Após as discussões serão construídos ou atualizados os planos de ação municipais, as melhorias e possíveis mudanças no fluxo de atendimento serão encaminhadas para discussão da CIB (Comissão Intergestores Bipartite) – fórum de negociação entre o Estado e os Municípios na implantação e operacionalização do Sus (Sistema Único de Saúde).